CCP PLANEJA SEU CRESCIMENTO PARA OS PRÓXIMOS ANOS

A Cyrela Commercial Properties (CCP) prepara seu crescimento para os próximos anos e tem reforçado o foco individual de cada um de seus negócios: galpões, lajes corporativas e shopping centers. A CCP está aberta a parcerias em grandes lajes e shoppings, segundo o novo presidente da companhia, José Florêncio Rodrigues, tanto em projetos quanto no capital desses negócios, desde que mantenha o controle de cada um deles. Em galpões, a empresa atua por meio de joint venture com a Prologis, líder mundial do segmento.

 

A meta de expansão para cada negócio ainda não foi definida. Até janeiro, a CCP concluirá a revisão estratégica e o orçamento para 2014. A revisão foi iniciada após Rodrigues assumir o cargo de presidente da companhia, em meados de agosto, depois de mais de dois anos como vice-presidente financeiro da Cyrela Brazil Realty. Antes de seu período na maior incorporadora de capital aberto do país, ele fez parte dos quadros do grupo Camargo Corrêa.

 

Segundo Rodrigues, nenhum dos segmentos de atuação será privilegiado no longo prazo na CCP. Inicialmente, o maior crescimento ocorrerá em shopping centers, em função dos projetos em desenvolvimento. Até o primeiro semestre de 2015, o portfólio dessa área de negócios passará de quatro para oito empreendimentos. "Queremos estar entre os consolidadores do mercado de shopping center", diz Rodrigues. Na avaliação do executivo, o processo de consolidação do setor, no Brasil, pode demorar de cinco a dez anos. Ele ressaltou que a empresa, assim como a Cyrela, não está disposta a abrir mão de rentabilidade para crescer.

 

Dois dos novos projetos de shopping começaram a operar ainda neste ano: o Tietê Plaza Shopping, em São Paulo, e o Shopping Metropolitano Barra, no Rio de Janeiro. Dois outros estão em construção: o Shopping Cidade São Paulo, no terreno que pertenceu à família Matarazzo, na Avenida Paulista, em São Paulo, e o Shopping Cerrado, em Goiânia.

 

Apesar de tutela antecipada (espécie de liminar) que determina que as atividades do shopping desenvolvido na Paulista não poderão ter início até que medidas propostas a partir de ação do Ministério Público do Estado de São Paulo sejam executadas, não houve pedido de suspensão das obras do projeto, de acordo com Rodrigues. "Esperamos que o bom senso prevaleça", afirmou o presidente da CCP.

 

No segmento de grandes lajes corporativas, o executivo diz que "pode haver oportunidades de compras de ativos interessantes", neste momento de excesso de oferta no mercado paulistano. "Estamos bem financeiramente, temos bom nome no mercado e fácil acesso a capital", diz. Tradicionalmente, a CCP desenvolve os projetos de edifícios corporativos. "Nossos ativos são de qualidade superior, localização diferenciada e vacância muito baixa", afirma Rodrigues.

Em galpões, os terrenos da Prologis CCP asseguram o desenvolvimento de projetos por três ou quatro anos. Rodrigues afirmou que o mercado de substituição de galpões de baixa qualidade é "enorme". A CCP se associou à Prologis no segmento de centros logísticos em 2011.

A possibilidade de cisão dos três negócios da CCP não é descartada, mas isso não é uma meta de curto prazo, conforme Rodrigues.